Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Detalhes na identificação de um veículo adulterado

Não é apenas o chassi que identifica um automóvel. Existem vários dispositivos que auxiliam na hora de identificar uma fraude. Veja o que diz a resolução 24 do CONTRAN:

Art. 2º A gravação do número de identificação veicular (VIN) no chassi ou monobloco, deverá ser feita, no mínimo, em um ponto de localização, de acordo com as especificações vigentes e formatos estabelecidos pela NBR 3 nº 6066 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, em profundidade mínima de 0,2 mm.

§ 1º Além da gravação no chassi ou monobloco, os veículos serão identificados, no mínimo, com os caracteres VIS ( número seqüencial de produção) previsto na NBR 3 nº 6066, podendo ser, a critério do fabricante, por gravação, na profundidade mínima de 0,2 mm, quando em chapas ou plaqueta colada, soldada ou rebitada, destrutível quando de sua remoção, ou ainda por etiqueta autocolante e também destrutível no caso de tentativa de sua remoção, nos seguintes compartimentos e componentes:

I - na coluna da porta dianteira lateral direita; 

II - no compartimento do motor;

III - em um dos pára-brisas e em um dos vidros traseiros, quando existentes;

IV - em pelo menos dois vidros de cada lado do veículo, quando existentes, excetuados os quebra-ventos.


Esses elementos são de fundamental importância, pois dificultam a ação do marginal na hora de adulterar o veículo. Neste tópico falarei sobre a gravação do VIS nos vidros.

Ao chegar em um local de "desmanche" (o famoso ferro-velho) logo se percebe uma quantidade enorme de vidro quebrado. Não se vende pára-brisa em ferro-velho, e o motivo é muito simples: A resolução 24 do CONTRAN obriga as montadoras a colocarem o dígito verificador do ano/modelo (vide post anterior), mais o número do VIS. O VIS se compõe dos últimos algarismos da numeração do chassi. É a impressão digital do veículo, a prova irrefutável de que o ferro-velho está vendendo peças de um veículo roubado !!!!! A primeira providência de um desmanche é quebrar os vidros, sumir com as placas e cortar o chassi do carro. Desta forma fica mais difícil materializar o crime.

Ao adquirir um automóvel, deve-se verificar se os últimos oito dígitos do chassi são iguais aos dos vidros. Como a resolução 24 preceitua, eles devem estar presentes no pára-brisa, vidro traseiro e em pelo menos dois vidros de cada lateral. Verifique cada um deles. Se forem diferentes, provavelmente esse veículo é adulterado.

Pode ocorrer, também, que não haja numeração. Se este veículo for anterior ao ano de 1999 não há problema pois esta resolução só se aplica aos veículos a partir deste ano.

Outra possibilidade é estar faltando numeração em um dos vidros. Isto é normal, pois ele pode ter quebrado e ter sido substituído. Neste caso negocie com o vendedor uma redução no preço do veículo pois o vidro deverá ser marcado, e esse serviço gira em torno de 50,00.

Sempre desconfie se houver numerações diferentes. Pergunte ao vendedor o motivo, provavelmente ele ficará nervoso e mudará de assunto. Muito cuidado na hora da compra !!!

No próximo tópico falarei sobre a etiqueta. Um abraço !!!!

Sábado, 17 de Janeiro de 2009

CHASSIS DO POLO, GOL, VOYAGE, SAVEIRO, PARATI, PASSAT E GOLF

Meus amigos, estava afastado pois estava estudando para o concurso da PRF. Estou muito feliz porque passei e estou indo trabalhar no Pará. De agora em diante poderei me dedicar mais ao blog.

A partir deste tópico colocarei a localização dos chassis dos principais modelos de veículos em circulação no brasil. Começo este tópico com a linha Wolks, que são os mais fáceis de ser localizados:

1) Em vermelho: Numeração do chassi, localizado no chamado "painel de fogo", próximo à bateria. Após 1995 a localização do chassi continuou no painel de fogo, apenas foi deslocado p/ o lado direito.

2) Em azul: Plaqueta de identificação, localizada no painel superior da grade do radiador, lado esquerdo.

Agora uma foto para ilustrar de maneira prática:

Localiza-se ao fundo, bem a frente da bateria, no chamado "painel de fogo", é o retângulo cinza.

DICAS:

1) Em caso de pintura do compartimento do motor, retire a plaqueta (não há problema nisso) e guarde-a em local seguro para recolocá-la após o serviço. Ela deve ser afixada com arrebites, nunca colada ou com parafusos.

2) Exija que o pintor proteja o a numeração do chassi e as etiquetas de segurança localizadas na coluna lateral da porta do carona e no compartimento do motor (vide post aqui no blog). Caso algum destes componentes seja danificado, será aberto processo adm p/ recolocação. Custa caro !!!! Isto acontece com mais frequência do que se imagina

Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

PF busca 35 suspeitos de regularizar carros roubados no Detran da PB, após a adulterar chassis

 

da Folha Online 

A Polícia Federal realiza nesta sexta-feira uma operação contra fraudes no Detran (Departamento Estadual de Trânsito) da Paraíba. A Justiça Federal de João Pessoa expediu 35 mandados de prisão temporária e 60 mandados de busca e apreensão. 

As investigações da Operação Cascavel identificou um esquema para legalização de carros roubados junto ao Detran da Paraíba e às Ciretrans (Circunscrição Regional de Trânsito) das cidades paraibanas de Campina Grande e Catolé da Rocha. 

O esquema do grupo começava com o roubo de carros. Segundo a Polícia Federal, os assaltos ocorriam em Pernambuco e na Paraíba e os carros tinham seus sinais de identificação --como número de chassi-- modificados. 

Os novos dados eram então inseridos no sistema do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) "esquentando" a documentação. Para que a nova identificação dos carros fosse legalizada, a quadrilha tinha até falsas perícias realizadas pelo IPC (Instituto de Polícia Científica) da Paraíba. 

Desde fevereiro deste ano, a PF identificou mais de 300 veículos roubados e regularizados ilegalmente por meio do Detran paraibano. 

Segundo a PF, um esquema de expedição ilegal de CNHs (Carteira Nacional de Habilitação) também foi identificado e será investigado.

Polícia prende quadrilha suspeita de adulterar chassis de carros roubados no DF

A Operação Fronteira, da Polícia Civil, prendeu, nesta quarta-feira (27), seis pessoas suspeitas de integrar quadrilha que receptava carros roubados, em Santa Maria, Ceilândia e Cidade Ocidental, cidades próximas a Brasília, onde atuava o grupo. Um deles, suspeito de liderar o bando, já foi preso quatro vezes nos últimos cinco anos.  
“Após a prisão, quem pratica o roubo não tem para quem passar os veículos. Quebra-se um ciclo e esses veículos são impedidos de deixar o Distrito Federal”, explica o delegado José Moises Martins.Com o grupo, foram apreendidos 15 carros, um deles com propaganda eleitoral de candidato do entorno do Distrito Federal. A polícia acredita que pelo menos 50 carros tenham sido roubados e adulterados pelo grupo. 
A quadrilha só agia por encomenda e atendia pedidos de clientes no Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rondônia, Mato Grosso e Goiás. Depois de roubados no Distrito Federal, os veículos eram levados para uma chácara na Cidade Ocidental (GO), onde eram adulterados. Os documentos também eram falsificados. 

Entre o material apreendido havia celulares, dinheiro falso e equipamentos que modificam o chassi dos carros. Também foi encontrado papel da Companhia Energética de Brasília (CEB) para emitir conta de luz, usado pelo esquema na tentativa de regularizar a documentação dos veículos. 

A Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) vai sugerir à Secretaria de Segurança Pública uma operação para fiscalizar os carros usados por candidatos na campanha eleitoral.

Domingo, 29 de Junho de 2008

CUIDADOS NA HORA DE COMPRAR UM VEÍCULO. NÃO DEIXE DE VERIFICAR O CHASSI

Jornal do Brasil 29/06/2008            
         

Fraude comprovada


Perícia constata que Globo entregou carro montado sobre outro chassi a participante de quadro

Renata Victal

Há pouco mais de um ano, João Marcelo Vieira acreditava que iria dar um up grade em sua vida. Ele se inscreveu no quadro Lata velha, no programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo, com a esperança de ver seu Opala verde, ano 79, transformado. Em setembro, ele denunciou ao JB que o quadro era uma fraude. Seu Opala sumiu e o carro que entregaram para ele havia sido reconstruído em cima do chassi de uma Caravan 79. A matéria acabou causando transtornos na vida de João Marcelo, que foi alvo de críticas em sites de relacionamentos na internet. Muitos leitores o acusaram de querer se promover com o caso. Esta semana, no entanto, o laudo da da perícia solicitada pelo delegado Ronaldo Oliveira, titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) comprovou o crime.

– O carro é todo adulterado. Não há nada ali que seja original do carro dele, nem o chassi – explicou o delegado.

O laudo agora segue para o delegado Walter Andrade Filho, da Corregedoria do Detran de Minas Gerais. O caso está sendo investigado em Belo Horizonte porque todos os crimes foram cometidos lá. A Caravan marrom, que serviu de base para a transformação, pertencia a Rubem de Souza e foi comprada por R$ 4.200 na cidade de Ribeirão das Neves. Nesta operação, outra irregularidade. O comprador falsificou a assinatura de João Marcelo. Mas, na data da compra, o veículo já estava em poder da Rede Globo. Até agora, o delegado mineiro já encontrou oito assinaturas falsificadas do carioca.

Busca por justiça

O complicado caso demorou para ser esclarecido, mas o inquérito em Minas Gerais está adiantado.

– Já vieram ao Rio tomar o meu depoimento e também já ouviram a versão contada pelo dono da Caravan – explica João Marcelo. – Aos poucos as coisas estão sendo esclarecidas e vou provar que não estava mentindo. Me acusaram de muitas coisas, viraram a cara para mim. Mas com o laudo da perícia não resta a menor dúvida de que o meu carro verdadeiro sumiu. Ninguém sabe onde está.

Além da perícia realizada pela DRFA, o advogado de João Marcelo contratou um perito particular, que também atestou a fraude.

– Temos dois laudos a nosso favor que comprovam que o carro entregue pelo programa não era o original – observa Mário Brito. – Acho que a Globo vai contestar os laudos, mas acredito na Justiça. Há ainda a falsificação das assinaturas de forma grosseira. Elas foram feitas em cima de uma colagem.

Sem a menor chance de ter seu carro de volta, João Marcelo espera agora uma retratação:

– Quero que eles digam na TV que me enganaram, que tudo foi uma fraude.

Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

como identificar um chassi adulterado

É um absurdo, mas 98% das pessoas não verificam o chassi do veículo que vai ser adquirido. Muitos só dão conta da existência (e da importância) da numeração do chassi quando descobrem a fraude, e perdem um investimento que foi conseguido com muito esforço.
As auto-escolas não ensinam aos alunos nada a respeito do assunto. O código nacional de trânsito não orienta os DETRANS neste sentido.
A partir desta postagem procurarei ensinar o básico na identificação das fraudes, visando a suprir as várias dúvidas a respeito do assunto. Começo pela VW, logo abaixo.

Um abraço!!!!

características peculiares do chassi VW

Os chassis da VW são os mais fáceis de ser verificados, pois encontram-se no painel "corta fogo", localizado no compartimento do motor (próximo à bateria).
-O primeiro passo é localizá-lo e limpá-lo com um pouco de querosene ou acetona. NÃO PASSE PINT-OFF (REMOVEDOR DE TINTA). Isto pode comprometer a proteção da numeração.
- Verifique se há pintura recente. Desconfie se a cor nessa região for diferente do que a do resto do compartimento do motor. a pintura no compartimento do motor é mais escura, "queimada", devido ao calor do motor.
- Bata (levemente) afim de escutar som diferente do que o emitido pela lataria. Muitos marginais refazem a numeração utilizando PLASTIC, ou chapas de alumínio que são vendidas em bancas de jornal (aquelas de "proibido fumar", "sorria, você está sendo filmado").
- Agora, o mais importante: O painel corta fogo pode ser tateado pelos dois lados. O lado da frente é o que contém a numeração. A numeração é feita por um robô, e não deixa marcas na parte de trás do painel. Qando o marginal "remarca", ele não consegue o mesmo efeito, e compromete a parte de trás. Imagine uma martelada em uma lata de sardinha, você não conseguirá marcá-la só pela frente...
- Não se esqueça que estes passos são básicos. Os marginais se especializam a cada dia, fazendo um trabalho "quase" perfeito. Nada substitui um profissional experiente.



Um abraço !!!